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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

QUE FARTURA!

(Para aprender os sons pr, tr, cr, gr, fr, vr)

No dia três de Dezembro o padrinho do Pedro fazia anos. A família estava preocupada. Que prenda é que iriam dar-lhe?
            - Um bolo com creme! – Dizia a mãe.
            - Um livro! – Dizia o tio Rodrigo.
            - Sapatos de pele de crocodilo! – Dizia a prima Celina.
            - Um casaco preto! – Dizia o avô João.
            E não conseguiam chegar a uma conclusão que agradasse a todos, com tantas sugestões. Ficou então decidido que cada um lhe daria a prenda que muito bem entendesse.
            No dia dos anos do padrinho, a festa foi muito bonita. A mãe fez um grande bolo de chocolate, croquetes de camarão, sumo de laranja e queques de baunilha. A tia Engrácia levou um belo presunto e a prima Celina, três pratos de queijadas com creme de manteiga.
            Durante a festa, todos foram dar a prenda ao padrinho. Ele começou a abrir as prendas. A primeira foi a do tio Rodrigo.
            - Olha! Uma gravata às riscas! – disse o padrinho.
            Depois abriu a prenda do avô João.
            - Uma gravata às bolinhas!
            Depois foi a vez da prenda da prima Celina.
            - Uma gravata castanha!
            Coitado do padrinho do Pedro! Recebeu seis gravatas no dia dos seus anos!

Ana Godinho

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A letra invisível: gue e gui

Algumas letras são complicadas.
Fazem magia, tal como as fadas.
Isso acontece com a letra G
Que muda a forma como se lê:

Duma maneira no galo ou na gola,
No gavião, gaveta ou gaiola,
Mas de outro modo se for tigela,
Gelatina, gelado ou Gisela.

Ora para o G se ler mesmo G,
Atrás do E ou do I, faz o quê?
Coloca um U escondido no meio
E já podemos ler sem receio!

E então temos guitarra ou foguete
E caranguejo ou esparguete.
Assim se lê guizo e pessegueiro,
Águia, fogueira e formigueiro.
Ana Godinho

Letras malandras: ce e ci

Onde entra o E e o I, instala-se a confusão:
Lê-se de forma diferente a letra que era do cão,
Da casa, da Catarina, do cuco e do camião.

Acontece na cebola, no circo e na polícia,
No cinema, na cenoura, na bacia e na notícia,
No centeio, na cevada e no nome da Patrícia.

É assim no capacete, na vacina e no cimento,
Na cereja, no doce, no cem e no cinzento,
No fácil e na hélice que levam acento.

Ana Godinho

al el il ol ul

De mão dada com a vogal, está o L, tal e qual:
No jornal, no avental, no balde e no animal,
Na almofada, no sal, no almoço e no quintal.
Estão também no Daniel, na Elvira e no papel,
Na melga, no carrossel, na relva e no anel,
Já para não falar no mel, no pincel e no pastel.
Às vezes estão no barril, na Ilda e no funil,
Na cor anil, no cantil, no mil e no tamboril,
No Gil que no mês de Abril viajou para o Brasil.
Juntos vão ao futebol e ouvem o rouxinol,
Podes vê-los no farol, no sol e no caracol,
Na volta do girassol que se vira para o sol.
Por último, podem esconder-se na multa e no azul,
Na pulga, na multidão e no bolso do Raul
Ou no nome da Zulmira que morava lá no Sul.
Ana Godinho

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A letra mágica

Cansado de aparecer só no xilofone, no peixe e na ameixa, o X decidiu aprender magia. Sim, porque isto de o meterem no caixote do lixo e no xarope amargo do Xavier, não é coisa que qualquer letra ature!
Então o X tornou-se numa letra mágica:
Salabim salabum!
E apareceu a auxiliar o próximo, o que foi o máximo!
Zalabim zalabum!
E foi para o exército fazer exercício, no momento exacto.
Eislabim eislabum!
Explorou o texto, numa experiência bem explicada.
Csalabim csalabum!
Respirou oxigénio e apanhou um táxi para ir ao boxe.


O que aprendi?

O X lê-se ch no início das palavras e às vezes no meio, como em caixa.
O X lê-se z quando está entre duas vogais, como em exame.
O X lê-se cs no interior e no final de certas palavras, como em fixo.
O X lê-se eis quando está no final da sílaba, como em extintor.
O X lê-se ss quando está entre duas vogais, como em trouxe.
                                                            Ana Godinho

Casos de leitura

Um R ou dois RR

Um dia, o R, todo vaidoso, saiu de casa, bem presunçoso.
Ia na rua, quando ouviu o ruído do rio.
- Que rica ideia! – Pensou o R e saltou para a roupa do Rui, um rapaz lá da sua rua.
Foi então que o Rui parou junto ao muro, ao ver um caracol que subia a parede.
O R corou e fez uma careta. Que fazia ele no meio de duas vogais?
A coruja e o canário riam a bom rir da cara do R!
Foi então que outro R saiu do ramo de rosas e rolou para junto dele.
Agora o R já não estava errado. De dentro do gorro do Rui, sorriu ao burro que puxava a carroça pela serra acima, carregado de garrafas.
                                                                                                          

O que aprendi?
O r entre duas vogais lê-se de forma diferente, como em caracol. Por isso às vezes aparecem dois rr juntinhos, como em garrafa.
                                                                                                     Ana Godinho




Um S ou dois SS

O S sacudiu a sola do seu sapato e saiu da sala. Comeu a sopa e a salada, bebeu o sumo e foi dormir uma soneca.
A Luísa tocava música e o S pensou:
- Que coisa! Não consigo dormir com o som da música! Porque é que eu estou entre duas vogais? Assim o meu som soa diferente…
Colocou a camisola e o casaco que usava para sair de casa, e de repente ouviu um pássaro que assobiava lá fora no passeio.
Foi ver o que se passava. Só podia ser outro S!
Os dois SS juntinhos passearam com a Vanessa no sossego da tarde.



O que aprendi?
Quando o S está no meio de duas vogais, para se ler com o valor de ç, duplica-se para não soar como o z.
passeio  lê-se com o valor de ç
casaco lê-se com o valor de z
                                                                                            Ana Godinho



              nh

A doninha manhosa saiu da casinha
e foi de visita à dona galinha.
O patinho que ali tomava o seu banho,
foi logo para o ninho: - que medo tamanho!
A meio caminho, viu as joaninhas,
todas bonitas, de fato às bolinhas
e o gafanhoto que vinha de Espanha
e poisou já ali na pinha castanha.
A minhoca Joca, que nem patas tinha,
foi pedir farinha à sua vizinha.
A vizinha não tinha ido ao moinho,
não tinha farinha, mas deu-lhe um ovinho.
                                   Ana Godinho



lh

Naquele dia de Julho, um coelho viu um repolho e saiu da toca.
Olhou a ovelha malhada que balia à abelha riscada.
Logo a abelha subiu ao telhado de palha.
Mas a palha caiu na pilha de milho que estava molhada.
Um piolho escapou e escolheu um molho de folhas secas.
A abelha riscada poisou no joelho do velho que jogava à malha.
Tudo isto viu o coelho que viu um repolho e saiu da toca.
                                                                                     Ana Godinho




                  ch


O Chico chileno foi ao seu chalé.
Levou a chave no dedo do pé.
Levou chocolate, chapéu e machada
numa mochila muito bem fechada.
O gato bichano que é sabichão,
achou um bichinho que ia no chão.
Chegado a casa, tomou o seu chá
na chávena chinesa que tinha lá.
Comeu seis bolachas com gosto a limão
e deu ao bichano um requeijão.
Chegou à janela e viu que chovia,
ficou de chinelos o resto do dia.
 Ana Godinho




ge e gi

O mágico Gil abanou o chapéu,
Sacudiu, agitou, tapou com o véu.
Mas em vez de coelho, saiu (mas que sina!)
A girafa Gina a comer gelatina!
O mágico pasmado, pegou na geleira,
Mas em vez de gelo, saiu uma cadeira!
Tomou uma gemada que levou três gemas,
Mas do seu chapéu saíram algemas!
Pegou na varinha e então - imagina! -
Saiu geleia de tangerina!
- Mas o que é que tem a minha magia? –
O Gil não viu que toda a sala ria…

                           Ana Godinho